Balas, refrigerantes coloridos e comerciais de TV formam um cenário afetivo da infância de milhões de brasileiros. E poucas coisas são tão “memória” para um pernambucano quanto o açúcar. Ed admite seu vício e mostra o impacto que ocorre ao decidir cortar o doce da dieta, um enfrentamento que vai além de um simples hábito alimentar e que passa por sua construção social.
Ed retorna a Pernambuco, onde o açúcar não é apenas ingrediente, mas parte da história, e expõe um retrato complexo de uma economia construída sobre a cana, a escravidão e as desigualdades sociais, mesmo que amparada nas receitas de família. A investigação mostra como cultura, identidade e memória tornam o açúcar quase impossível de abandonar e o quanto esse legado cobra um preço.
ERRATA: Ao narrarmos a conversa com a historiadora Cibele Barbosa, da Fundaj, trocamos o sobrenome dela pelo da colega Rodrigues, socióloga da mesma instituição.
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