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Ep. 17 - O silêncio depois do fim

Ep. 17 - O silêncio depois do fim

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O silêncio depois do fimDepois de encerrar ciclos, fica um silêncio.A mente desacelera, a rotina esvazia, e você pode pensar que há algo errado. Mas talvez esse vazio seja um convite a retomar o fôlego, a elaborar emoções, a integrar experiências e a se reconectar com o que importa.Neste episódio do Vozes e Silêncios, Leandro Lopes explora o intervalo entre um fim e um novo começo. Reflete sobre por que o silêncio é necessário, como ele facilita um luto saudável, a reconstrução da identidade e a autorregulação emocional.E mostra que, ao invés de temer o vazio, podemos acolhê-lo como parte essencial do processo de renascer.Apresentação, roteiro e arte de capa: Leandro LopesEdição de áudio: Joselei Carvalho JuniorConceitos e Referencias

  • Elaboração emocional e luto saudável: Sigmund Freud detalha o processo de “elaboração do luto” em seu ensaio “Luto e Melancolia” (1917), considerado um marco sobre a necessidade de trabalhar emocionalmente as perdas para que o sujeito possa reinvestir afetos na vida. Outro autor importante é John Bowlby, especialmente no volume I da trilogia “Attachment and Loss” (1969), que aborda como os vínculos afetam o processo de luto e a sua elaboração saudável.
  • Integração psíquica e reconstrução da identidade: Os conceitos de integração do self e reconstrução identitária aparecem em Donald Winnicott, particularmente em “O brincar e a realidade” (1971), onde ele discute o “espaço potencial” e a transição do falso self para o self autêntico. Também é útil citar Erik Erikson em “Infância e sociedade” (1950), que introduz as etapas do desenvolvimento psicossocial e a fase de “identidade versus confusão de papéis”.
  • Solitude restaurativa: Sobre a importância de momentos de solitude para restauração psíquica, há estudos como o de Christopher R. Long e James R. Averill intitulado “Solitude: an exploration of benefits of being alone” (Review of General Psychology, 2003), que descreve a solitude como tempo necessário para integrar experiências e reforçar valores internos. Autores ligados ao mindfulness, como Jon Kabat‑Zinn em “Full Catastrophe Living” (1990), também discutem a prática de estar consigo mesmo como forma de reconexão.
  • Autorregulação emocional: Para fundamentar as falas sobre autorregulação, você pode recorrer a James J. Gross, que propõe o “modelo processual” em “Emotion regulation: conceptual and empirical issues” (1998). Gross e colegas demonstram como estratégias como reavaliação cognitiva e atenção plena ajudam a modular emoções após eventos estressantes.
  • Novidade e bem‑estar psicológico: Embora não seja um conceito clássico, a relação entre experimentar algo novo (um “novo brinquedo”, como o microfone) e emoções positivas é abordada por estudos sobre “novelty seeking” e dopamina no cérebro. Uma referência geral é “The Dopaminergic Reward System: from basic neurobiology to clinical application” de David J. Linden (2006), explicando como a busca por novidades ativa circuitos de recompensa e aumenta a sensação de vitalidade.

Principais referências: L. S. Greenberg – Emotion‑Focused Therapy; L. S. Vygotsky – A construção do pensamento e da linguagem; C. G. Jung – The Archetypes and the Collective Unconscious; D. W. Winnicott – “Ego distortion in terms of true and false self”, “The capacity to be alone”; S. Freud – “Mourning and Melancholia”; E. Kübler‑Ross – On Death and Dying; J. W. Worden – Grief Counseling and Grief Therapy; E. H. Erikson – Identity: Youth and Crisis; J. E. Marcia – “Development and validation of ego‑identity status”; A. Storr – Solitude: A Return to the Self; M. Konnikova – “The power of solitude”; J. J. Gross – “Emotion regulation”; J. M. Gottman & R. W. Levenson – “Marital processes predictive of later dissolution”.

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