エピソード

  • "Em Portugal, nós não nos levamos a sério como país"
    2026/06/01

    As alianças estão a mover-se e muitos países estão a armar-se por conta própria. A Coreia do Sul, por exemplo, anunciou investimentos em submarinos nucleares e poucos deram conta do que isso significa: que muitos receiam a China mas não se fiam nos Estados Unidos. E a Europa, como fica? E Portugal?

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    32 分
  • O Papa "trabalha em cima dos impossíveis" e lembra que "a Inteligência Artificial não conhece o amor"
    2026/05/29

    "Não há algoritmo que torne a guerra moralmente aceitável", escreve o Papa Leão XIV - que cita Tolkien na encíclica publicada esta semana: "Não nos compete dominar todas as marés do mundo, mas fazer o que nos for possível". Joaquim Franco explica o alcance do documento teológico

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    36 分
  • “Trump pode cantar vitória, mas não é uma vitória”: o acordo que pode acabar com a guerra do Irão — ou fazê-la recomeçar
    2026/05/28

    A guerra continua suspensa num cessar-fogo onde ainda há tiros. Os Estados Unidos atacam alvos iranianos enquanto negoceiam. O Irão ameaça responder, mas não fecha a porta a um acordo. E Donald Trump, pressionado pelo tempo, tenta apresentar como vitória a resolução de um problema que a própria guerra criou: o fecho do Estreito de Ormuz. O jornalista Miguel Cabral de Melo explica por que razão reabrir Ormuz não bastará para Trump vencer, como o programa nuclear iraniano pode ser empurrado para mais tarde, de que forma Benjamin Netanyahu pode fazer descarrilar a diplomacia a partir do Líbano e por que motivo uma paz vaga pode ser, ao mesmo tempo, a única possível e a mais perigosa.

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    24 分
  • "Isto é uma paz Schrödinger: nem é paz, nem é guerra"
    2026/05/27

    Não é ainda a paz, é um acordo. E não é ainda um acordo, é um memorando de entendimento. E não é ainda um memorando de entendimento, é um cessar-fogo… com tiros. Estados Unidos e Irão estão a negociar com as armas na mesa e os dedos sensíveis no gatilho.

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    17 分
  • Trump “não é um Gengis Khan”, o Irão “nunca foi a Venezuela” e, no “atoleiro” em que se enfiou, a pergunta é: como se sai daqui?
    2026/05/26

    Donald Trump começou por exigir a rendição incondicional do Irão. Já declarou a guerra ganha. Ameaçou voltar a atacar com ainda mais força. Mas agora anuncia que a paz está quase pronta — e tenta transformar um acordo difícil numa grande refundação do Médio Oriente com a sua assinatura.

    O problema é que Teerão não dá o acordo por fechado. O estreito de Ormuz, onde o Irão descobriu quanto poder consegue exercer sobre a economia mundial, está no centro das negociações. O programa nuclear, uma das razões fundamentais para a guerra, fica para depois. E Israel pode não olhar para esta saída com o mesmo alívio que Washington.

    Paulo Portas fala num “atoleiro” sem saída militar. José Pacheco Pereira chama a Trump um “polícia louco”. E, para o major-general Agostinho Costa, “o que tira o sono a Netanyahu” é a possibilidade de os Estados Unidos saírem desta guerra antes de “vergar o Irão”.

    É a partir destas três leituras — sobre o atoleiro americano, a imprevisibilidade de Trump e a pressão de Netanyahu — que conversamos com Alexandre Martins, jornalista da CNN Portugal: em que ponto está esta guerra, quem chega mais forte à mesa das negociações e quanto vale, afinal, a palavra de Donald Trump?

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    37 分
  • Ormuz, 400 anos depois: “Afonso de Albuquerque dificilmente faria alguma coisa contra a situação atual” (entrevista ao historiador Roger Lee de Jesus)
    2026/05/25

    Uma ilha quase inabitável, sem água potável, esmagada pelo calor, tornou-se uma das cidades mais importantes do mundo. Por Ormuz passaram mercadores, cavalos, sedas, pólvora e impérios. Os portugueses chegaram em 1507. Afonso de Albuquerque falhou, regressou, conquistou. Durante mais de cem anos, a Coroa portuguesa tentou controlar a passagem, cobrar o comércio e sobreviver num lugar maior do que ela. Roger Lee de Jesus, historiador e coautor do podcast “Falando de História”, explica neste podcast, o “Fúria Épica”, por que razão o Golfo Pérsico nunca foi apenas petróleo nem crise, como Ormuz se tornou indispensável e o que a história portuguesa naquela ilha conta para lá da glória: alfândegas, guerra, dependências, revoltas. E dinheiro sempre a faltar. Uma conversa sobre o lugar estreito por onde o mundo continuou a passar. Até hoje.

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    42 分
  • "O comportamento de um energúmeno não pode servir para legitimar o espetáculo da flotilha"
    2026/05/22

    "Ninguém mais do que o governo de Israel tem contribuído para esta onda de antissemitismo", diz Miguel Sousa Tavares, numa análise às imagens de abusos da polícia de Israel sobre ativistas que seguiam para Gaza, incluindo dois portugueses. Este episódio inclui o confronto entre Sérgio Sousa Pinto e Helena Matos sobre o tema: "Acha que está a debater com um dirigente do Hamas?" Por Pedro Santos Guerreiro e Diogo Garcia

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    27 分
  • O mundo habituou-se à guerra, agora já só espera pela próxima — e o perigo começa aí
    2026/05/21

    Neste episódio do Fúria Épica, começamos com Joana Azevedo Viana, para perceber em que ponto está a guerra entre Irão, Estados Unidos e Israel: os avanços e recuos de Donald Trump, Hormuz transformado em arma, Netanyahu a tentar sobreviver politicamente, Gaza empurrada para fora das manchetes e uma região onde nenhuma guerra acaba verdadeiramente na sua fronteira. Depois, com Helena Lins, seguimos para a Ucrânia: os cessar-fogos que mal chegam a começar, a guerra de drones, Moscovo a sentir a guerra mais perto, a ameaça nuclear russa, a Europa obrigada a olhar outra vez para a defesa e as viúvas e crianças ucranianas que vêm a Portugal tentar, durante algumas semanas, dormir sem medo.

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    38 分