José Alberto Costa e o Mundial 2010: “Houve divergências técnicas e directivas”
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Em 2010, Portugal já tinha deixado de ser um estranho na sala de estar do Campeonato do Mundo. Com a terceira presença consecutiva na fase final do torneio, começava a criar raízes entre os melhores, gerando expectativas alinhadas com o talento dos jogadores e com as prestações nos dois Europeus e no Mundial sob a alçada de Luiz Felipe Scolari. Mas esse ciclo tinha chegado ao fim.
Era uma fase de transição e foi Carlos Queiroz o homem do leme escolhido para levar a nau portuguesa até à África do Sul, por águas agitadas. A crispação começou ainda antes da partida e as ondas apressaram-se a galgar o porão logo em Port Elizabeth, no jogo de estreia. Queixas públicas de jogadores, amuos, tensão interna. O empate inicial com a Costa do Marfim deslaçou as amarras da insatisfação.
O que se lhe seguiu foi uma ilha de futebol ofensivo. Sobre a mais frágil Coreia do Norte (que, ainda assim, tinha perdido 2-1 com o Brasil), Portugal despejou um balde cheio de golos, que não foi suficiente para aplacar a desilusão que chegaria com a eliminação nos oitavos-de-final, diante da Espanha (1-0), mas que lhe permitiu colocar esse resultado na prateleira dourada da maior goleada nacional em Campeonatos do Mundo.
Dessa comitiva fazia parte José Alberto Costa, um polivalente do futebol que partiu de uma carreira no FC Porto e na selecção (entre as décadas de 1970 e 1980) para abraçar diferentes funções fora do relvado. Na África do Sul, era o responsável pela observação dos adversários e, no quinto episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, conduz-nos pela visita a Nelson Mandela, pela mensagem de incentivo que caiu mal no grupo e, claro, por esse 7-0 que interrompeu a transmissão do jogo na Coreia. Tudo com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.
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