Jorge Moreira da Silva, subsecretário-geral das Nações Unidas e director de uma agência da ONU chamada UNOPTS, foi agora nomeado por António Guterres para negociar a passagem de fertilizantes no estreito de Ormuz. É o segundo convidado do podcast do PÚBLICO O que fazer quando tudo arde”e afirma que se não for possível resolver a curto prazo o problema da passagem de fertilizantes “haverá fome” e assistiremos a “uma crise alimentar de enormes dimensões”.
O antigo candidato a presidente do PSD esteve três vezes em Gaza, um lugar que “é muito pior do que um campo de refugiados”. “Nós vamos ser todos julgados por aquilo que fizemos ou não fizemos em Gaza. Gaza é um conflito que não tem paralelo. Não há jornalistas, os que havia tiveram que sair ou foram mortos. São as Nações Unidas que vão contando o que vêem”.
Jorge Moreira da Silva, que defrontou Luís Montenegro nas directas do PSD há quatro anos, não exclui o regresso à política nacional. Tendo sido nessas eleições ferozmente contra acordos do PSD com o Chega, se fosse Moreira da Silva primeiro-ministro a lei da nacionalidade não teria sido aprovada com o partido de Ventura. “As pessoas sabem exactamente o que penso”.
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