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O pé direito do Éder

O pé direito do Éder

著者: PÚBLICO
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Durante o Campeonato Europeu de Futebol de 2024, a equipa de desporto do PÚBLICO apresenta o podcast que conta as melhores histórias do europeu, dentro e fora das quatro linhas, cruzando histórias do passado com histórias da atualidade.

政治・政府
エピソード
  • José Alberto Costa e o Mundial 2010: “Houve divergências técnicas e directivas”
    2026/07/03

    Em 2010, Portugal já tinha deixado de ser um estranho na sala de estar do Campeonato do Mundo. Com a terceira presença consecutiva na fase final do torneio, começava a criar raízes entre os melhores, gerando expectativas alinhadas com o talento dos jogadores e com as prestações nos dois Europeus e no Mundial sob a alçada de Luiz Felipe Scolari. Mas esse ciclo tinha chegado ao fim.

    Era uma fase de transição e foi Carlos Queiroz o homem do leme escolhido para levar a nau portuguesa até à África do Sul, por águas agitadas. A crispação começou ainda antes da partida e as ondas apressaram-se a galgar o porão logo em Port Elizabeth, no jogo de estreia. Queixas públicas de jogadores, amuos, tensão interna. O empate inicial com a Costa do Marfim deslaçou as amarras da insatisfação.

    O que se lhe seguiu foi uma ilha de futebol ofensivo. Sobre a mais frágil Coreia do Norte (que, ainda assim, tinha perdido 2-1 com o Brasil), Portugal despejou um balde cheio de golos, que não foi suficiente para aplacar a desilusão que chegaria com a eliminação nos oitavos-de-final, diante da Espanha (1-0), mas que lhe permitiu colocar esse resultado na prateleira dourada da maior goleada nacional em Campeonatos do Mundo.

    Dessa comitiva fazia parte José Alberto Costa, um polivalente do futebol que partiu de uma carreira no FC Porto e na selecção (entre as décadas de 1970 e 1980) para abraçar diferentes funções fora do relvado. Na África do Sul, era o responsável pela observação dos adversários e, no quinto episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, conduz-nos pela visita a Nelson Mandela, pela mensagem de incentivo que caiu mal no grupo e, claro, por esse 7-0 que interrompeu a transmissão do jogo na Coreia. Tudo com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.

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    36 分
  • Caneira: com Scolari "estávamos preparados para tudo, para o ballet e para o ringue"
    2026/07/03

    O Mundial de 2006 é um dos mais memoráveis para Portugal. Depois do terceiro lugar alcançado em 1966, foi na Alemanha que os portugueses ficaram mais perto de superar essa classificação – chegaram às meias-finais, perderam com a França e, em vez da final, tiveram de se contentar em disputar o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares com a Alemanha, com a selecção da casa a vencer.

    Até lá chegar, a selecção comandada pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari tinha terminado em primeiro lugar o seu grupo, composto também pelo México, Angola e Irão. Três jogos e outras tantas vitórias. Seguiram-se os Países Baixos e um jogo que ficou para a história como aquele em que mais cartões foram exibidos: 20.

    A “batalha de Nuremberga”, como ficou conhecida a partida, foi ganha pelos portugueses, com um golo de Maniche, que permitiu à selecção seguir para os quartos-de-final, onde teria pela frente a Inglaterra. No duelo com os ingleses o nulo inicial só seria desfeito no desempate por penáltis, com Portugal a festejar no final e a marcar o tal encontro com a França, nas “meias”.

    Na selecção portuguesa ainda liderava Figo, continuava a brilhar Deco e começava a deslumbrar Cristiano Ronaldo, o “menino” de Scolari. Mas, apesar da qualidade dessa selecção portuguesa, o sonho de chegar à final e poder discutir o título de campeão do mundo não deixou de ser apenas uma miragem.

    Este é o quarto episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, uma viagem no tempo, pelo passado de todas as selecções de Portugal que chegaram ao Mundial, com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.

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    36 分
  • Professor Neca e o Mundial 2002: “O estágio em Macau teve motivações políticas. Não foi ajustado”
    2026/07/03

    Era um novo século e, com ele, vinham novas ambições. O futebol português, que no ano 2000 tinha surpreendido no Europeu de Inglaterra, com uma caminhada empolgante até às meias-finais, viajava para a Ásia com expectativas. A bordo, levava uma geração dourada, talhada nos relvados de alguns dos melhores clubes do planeta e já com uma Bola de Ouro para o provar. Mas nesse Mundial distante, emparedado entre Coreia do Sul e Japão, em 2002, também Portugal ficou longe do mínimo exigível.

    Foi um torneio atribulado, com demasiadas peripécias para quem já deveria ter aprendido a lição em Saltillo, em 1986. Desde o injustificável estágio em Macau até à lesão de Luís Figo, passando pela agressão de João Vieira Pinto ao árbitro no jogo com a Coreia, não faltaram justificações para uma prestação que não permitiu sequer ultrapassar a fase de grupos.

    A comitiva regressou a casa sem glória e com a honra beliscada. Com a perfeita noção de que o país dificilmente poderia aceitar tamanho desnorte.

    Desse grupo fazia parte Manuel Gonçalves Gomes, popularizado no futebol como Professor Neca. Era um dos elementos da equipa técnica liderada por António Oliveira e, entre elogios a Pauleta (“O jogador mais inteligente que encontrei”) e agradecimentos a José Mourinho (“Foi ele que me ensinou a estruturar os relatórios de observação”), vai ajudar-nos a perceber o que se passou, no terceiro episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, que conta com sonoplastia de Margarida Adão.

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    49 分
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