エピソード

  • José Alberto Costa e o Mundial 2010: “Houve divergências técnicas e directivas”
    2026/07/03

    Em 2010, Portugal já tinha deixado de ser um estranho na sala de estar do Campeonato do Mundo. Com a terceira presença consecutiva na fase final do torneio, começava a criar raízes entre os melhores, gerando expectativas alinhadas com o talento dos jogadores e com as prestações nos dois Europeus e no Mundial sob a alçada de Luiz Felipe Scolari. Mas esse ciclo tinha chegado ao fim.

    Era uma fase de transição e foi Carlos Queiroz o homem do leme escolhido para levar a nau portuguesa até à África do Sul, por águas agitadas. A crispação começou ainda antes da partida e as ondas apressaram-se a galgar o porão logo em Port Elizabeth, no jogo de estreia. Queixas públicas de jogadores, amuos, tensão interna. O empate inicial com a Costa do Marfim deslaçou as amarras da insatisfação.

    O que se lhe seguiu foi uma ilha de futebol ofensivo. Sobre a mais frágil Coreia do Norte (que, ainda assim, tinha perdido 2-1 com o Brasil), Portugal despejou um balde cheio de golos, que não foi suficiente para aplacar a desilusão que chegaria com a eliminação nos oitavos-de-final, diante da Espanha (1-0), mas que lhe permitiu colocar esse resultado na prateleira dourada da maior goleada nacional em Campeonatos do Mundo.

    Dessa comitiva fazia parte José Alberto Costa, um polivalente do futebol que partiu de uma carreira no FC Porto e na selecção (entre as décadas de 1970 e 1980) para abraçar diferentes funções fora do relvado. Na África do Sul, era o responsável pela observação dos adversários e, no quinto episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, conduz-nos pela visita a Nelson Mandela, pela mensagem de incentivo que caiu mal no grupo e, claro, por esse 7-0 que interrompeu a transmissão do jogo na Coreia. Tudo com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.

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    36 分
  • Caneira: com Scolari "estávamos preparados para tudo, para o ballet e para o ringue"
    2026/07/03

    O Mundial de 2006 é um dos mais memoráveis para Portugal. Depois do terceiro lugar alcançado em 1966, foi na Alemanha que os portugueses ficaram mais perto de superar essa classificação – chegaram às meias-finais, perderam com a França e, em vez da final, tiveram de se contentar em disputar o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares com a Alemanha, com a selecção da casa a vencer.

    Até lá chegar, a selecção comandada pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari tinha terminado em primeiro lugar o seu grupo, composto também pelo México, Angola e Irão. Três jogos e outras tantas vitórias. Seguiram-se os Países Baixos e um jogo que ficou para a história como aquele em que mais cartões foram exibidos: 20.

    A “batalha de Nuremberga”, como ficou conhecida a partida, foi ganha pelos portugueses, com um golo de Maniche, que permitiu à selecção seguir para os quartos-de-final, onde teria pela frente a Inglaterra. No duelo com os ingleses o nulo inicial só seria desfeito no desempate por penáltis, com Portugal a festejar no final e a marcar o tal encontro com a França, nas “meias”.

    Na selecção portuguesa ainda liderava Figo, continuava a brilhar Deco e começava a deslumbrar Cristiano Ronaldo, o “menino” de Scolari. Mas, apesar da qualidade dessa selecção portuguesa, o sonho de chegar à final e poder discutir o título de campeão do mundo não deixou de ser apenas uma miragem.

    Este é o quarto episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, uma viagem no tempo, pelo passado de todas as selecções de Portugal que chegaram ao Mundial, com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.

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    36 分
  • Professor Neca e o Mundial 2002: “O estágio em Macau teve motivações políticas. Não foi ajustado”
    2026/07/03

    Era um novo século e, com ele, vinham novas ambições. O futebol português, que no ano 2000 tinha surpreendido no Europeu de Inglaterra, com uma caminhada empolgante até às meias-finais, viajava para a Ásia com expectativas. A bordo, levava uma geração dourada, talhada nos relvados de alguns dos melhores clubes do planeta e já com uma Bola de Ouro para o provar. Mas nesse Mundial distante, emparedado entre Coreia do Sul e Japão, em 2002, também Portugal ficou longe do mínimo exigível.

    Foi um torneio atribulado, com demasiadas peripécias para quem já deveria ter aprendido a lição em Saltillo, em 1986. Desde o injustificável estágio em Macau até à lesão de Luís Figo, passando pela agressão de João Vieira Pinto ao árbitro no jogo com a Coreia, não faltaram justificações para uma prestação que não permitiu sequer ultrapassar a fase de grupos.

    A comitiva regressou a casa sem glória e com a honra beliscada. Com a perfeita noção de que o país dificilmente poderia aceitar tamanho desnorte.

    Desse grupo fazia parte Manuel Gonçalves Gomes, popularizado no futebol como Professor Neca. Era um dos elementos da equipa técnica liderada por António Oliveira e, entre elogios a Pauleta (“O jogador mais inteligente que encontrei”) e agradecimentos a José Mourinho (“Foi ele que me ensinou a estruturar os relatórios de observação”), vai ajudar-nos a perceber o que se passou, no terceiro episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, que conta com sonoplastia de Margarida Adão.

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    49 分
  • Augusto Inácio: “Um mês antes do Mundial, o médico da selecção diz-me: ‘Tu foste por uma unha negra’”
    2026/06/23

    Vinte anos depois dos “Magriços” de 1966, a “Cambada” portuguesa voltou a um Mundial. O México era o destino e Saltillo seria a base. Mas o que aconteceu em Saltillo não ficou em Saltillo.

    Para a história fica um Mundial cheio de problemas a todos os níveis para a selecção portuguesa, desde uma federação com os bolsos fechados e os ouvidos tapados a uma equipa unida pelas reivindicações salariais e quebrada pelo amadorismo da preparação. O que tinha começado com um sonho cumprido em Estugarda acabou como um pesadelo vivido no México, e muita coisa mudou no futebol português.

    Augusto Inácio, um dos grandes laterais-esquerdos do futebol português, esteve lá e conta como foi o antes, o durante e o depois de Saltillo. Já alguma vez ouviram falar do Dias da Areia, em Leça da Palmeira? Foi graças a ele que Inácio recuperou de uma lesão e foi ao Mundial, mas também foi por causa dele que quase falhou a viagem.

    O antigo jogador do Sporting e do FC Porto conta esta história pela primeira vez e muitas outras daquelas longas semanas em terras mexicanas no segundo episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, uma viagem no tempo, pelo passado de todas as selecções de Portugal que chegaram ao Mundial, com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.

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    1 時間 11 分
  • Ouça a estreia do novo podcast de desporto do PÚBLICO. António Simões: “Portugal foi a melhor equipa daquele Mundial e isso ninguém me tira”
    2026/06/17

    Os “Magriços”, assim ficou conhecida a primeira selecção portuguesa num Mundial de futebol. Chegou, viu e venceu, por esta ordem, a Hungria, a Bulgária e o Brasil. Sim, o Brasil tinha Pelé, mas Portugal tinha Eusébio, a liderar a primeira grande geração de ouro do futebol português, baseada em grandes equipas do Benfica e do Sporting nos anos 1960.

    O ponto alto dessa estreia é aquele que, 60 anos depois, continua a ser um dos jogos mais extraordinários da história dos Mundiais. Um jogo em que a Coreia do Norte marcou logo no primeiro minuto e, aos 25’, já estava a ganhar por 3-0. Um jogo em que Eusébio marcou quatro golos seguidos e empurrou Portugal para as meias-finais. Portugal não foi mais longe do que isto, eliminado pela Inglaterra, que seria campeã no seu próprio Mundial, mas ainda teve um epílogo feliz, ao ganhar o terceiro lugar à URSS, a tal classificação que nunca foi igualada.

    António Simões esteve nesse Mundial, era o mais novo da selecção portuguesa, mas titular indiscutível na frente de ataque, um extremo que gostava de fintar, mas cujo único golo no Inglaterra 66, ao Brasil, foi de cabeça. Ele é o convidado do PÚBLICO no podcast que vai ser uma viagem no tempo, pelo passado de todas as selecções de Portugal que chegaram ao Mundial.

    Este é o primeiro episódio do podcast 8 Mundiais: Eu estive lá, com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.

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    52 分
  • Espanha, o campeão mais consensual de sempre?
    2024/07/15

    Quem diria que uma equipa pode ser campeã da Europa a jogar futebol? Pois, foi o que aconteceu neste domingo, em Berlim, em que a Espanha conquistou o seu quarto título de campeão da Europa, com uma vitória por 2-1 sobre a Inglaterra. Sem milagres, sem prolongamento e sem penáltis. Apenas com bom futebol.
    A última palavra-chave do nosso “O Pé direito do Éder” só pode mesmo ser uma: campeão. E este foi mesmo um campeão justo e consensual, esta sim uma selecção com a mistura perfeita de experiência e juventude. Experiência personificada por um grande Rodri Hernández, eleito o melhor jogador deste Euro 2024, e por um miúdo que foi campeão europeu com 17 anos e um dia chamado Lamine Yamal.

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    22 分
  • Espanha ou Inglaterra, quem vai ganhar a final do Euro 2024?
    2024/07/12

    Às vezes resulta tirar do jogo aquele avançado que por acaso é o capitão de equipa e o melhor marcador de sempre quando ainda há um jogo para ganhar. E também vale a pena apostar em alguém que ainda anda na escola.

    Estas são duas narrativas possíveis para enquadrar os dois finalistas do Euro 2024, Inglaterra e Espanha, que, neste domingo vão encontrar-se em Berlim pelo título de campeão da Europa.

    É por aqui que vamos em mais um episódio de “O pé direito do Éder”, e a palavra chave para este episódio não podia ser outra: final. No domingo saberemos se este será o primeiro título europeu para a Inglaterra ou o quarto para a Espanha.

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    16 分
  • Portugal depois do Euro 2024, que futuro?
    2024/07/09

    O Euro 2024 acabou. Já não interessa para nada, venha o mercado de transferências e a pré-época do futebol português. É assim que o país olha para este Europeu de futebol desde que a selecção portuguesa foi eliminada há cinco dias pela França nos penáltis. O Euro simplesmente desapareceu das nossas vidas. Claro que o Euro ainda está a acontecer na Alemanha, mas sem Portugal. Aliás, os portugueses já se vieram todos embora, os jogadores, os treinadores, os dirigentes, os árbitros, e os jornalistas. Já foi desmontado o arraial português no Euro.

    Como acontece sempre nestas coisas, a pergunta recorrente é: e agora? Será por aqui que vamos em mais um episódio de “O pé direito do Éder”, que, só para este episódio, também podia ter o nome de “O penálti ao poste do João Félix”, “A previsibilidade de Roberto Martínez” ou “O lugar cativo de Cristiano Ronaldo”. Futuro é a palavra-chave deste episódio, o futuro imediato e o futuro a médio prazo da selecção nacional.

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    15 分